domingo, 11 de agosto de 2013

Meu Pai é o Bicho

A natureza é sábia e dá os instintos tanto a mãe quanto ao pai, conheça como os animais cuidam de seus filhotes, de seus filhinhos, o comportamento do bicho pai, Entenda como os pais animais se comportam na natureza, muitas vezes, são exemplos a serem seguidos...

O mundo animal é cheio de surpresas e um grande universo para nos inspirarmos, afinal de contas, tem pai bicho que é muito mais pai do que muita gente! Confira o especial Meu Pai é o Bicho!
Bob pai e Bob filho, meu pai é o bicho!
Avestruz
Os machos vivem em verdadeiros haréns, pois para cada macho há cerca de sete fêmeas. Enquanto elas botam os ovos -em média 50 por estação-, eles se encarregam de chocar. Tomam conta dos filhotes e cuidam da cria até a idade adulta.
Cachorro
O comportamento dos cães em relação aos filhotes depende muito de sua raça e do convívio entre o macho e a fêmea. Os dálmatas, por exemplo, são bons pais na maioria das vezes.
Cisne
Monogâmico, se acasala só com uma fêmea, seja na natureza, seja em cativeiro. O macho ajuda na construção do ninho e protege os ovos e os filhotes quando a fêmea precisa sair. Ensina os primeiros passos até que fiquem completamente independentes.
Leão
Em cada bando, há um macho dominante. Se outro competir com ele e vencer, o novo líder mata os filhotes e cobre todas as fêmeas para garantir que toda a cria do bando seja sua. Defendem o grupo, não necessariamente seus filhotes.
Lobo-guará
Espécie brasileira, que está sendo reproduzida em cativeiro porque corre risco de extinção. Os machos são os responsáveis pela alimentação da fêmea e da prole. Ele vai buscar comida, enquanto a mãe fica com os filhotes.
Orangotango
Os orangotangos machos costumam abandonar as fêmeas logo que elas ficam prenhas. Raramente reconhecem os filhotes. Sobra para as mamães carregar os filhotes por até quatro anos agarrando nos seus pêlos.
Pica-pau
O macho fica vários anos com a mesma fêmea. Constroem o ninho juntos e se revezam na chocagem dos ovos. Os filhotes são muito dependentes dos pais. O macho, além de buscar a comida, tritura o alimento e coloca no bico do pica-pauzinho.
Sagui
Entre os primatas, sem contar o homem, os melhores pais são os saguis. As fêmeas normalmente têm dois filhotes a cada gestação. O macho sempre carrega um dos filhos, enquanto a fêmea carrega o outro. Os bebês só trocam de colo na hora de mamar.
Veado
Cabe à mãe a educação dos bambis. Ela passa o tempo todo lambendo o filhote para impedir que seu cheiro seja captado pelos inimigos. O bambi passa um ano do lado da mãe para seguir seu caminho. O pai não participa.
Tigre
Como a maioria dos felinos, o tigre é um animal de hábitos solitários. O acasalamento ocorre por cinco dias contínuos porque a ovulação na tigresa precisa ser induzida por copulação frequente. A fêmea afasta o macho logo depois do coito.

sábado, 20 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

Muito Além da Coceira


O prurido, conhecido entre nós como a "coceira" ´é, de longe, uma das queixas mais comuns na clínica de pequenos animais. Como acontece na maioria das queixas comuns, podem ser tratadas com pouca atenção, levando o animal a ser submetido a várias tentativas até chegar - se é que chega - a um tratamento eficaz.

Para o proprietário, que normalmente não tem muito conhecimento do assunto, o prurido costuma estar ligado a alergia e principalmente sarna. É preciso desmistificar as lendas a respeito das "coceirinhas" que o animal sente e isso começa no questionamento a respeito dos costumes do animal.

Quando a queixa é prurido e o veterinário pergunta o quanto o animal se coça, por motivos óbvios o proprietário vai afirmar que ele coça muito, se assim não fosse, não o levaria à consulta. Como “muito” é variável, o ideal é propor uma “nota”: de 0 a 10, onde 0 não coça nada e 10 não consegue dormir de tanto que se coça, qual é a nota para a coceira desse animal? Ainda nos questionamentos, os hábitos são muito importantes. É preciso saber como esse animal se comporta, qual é sua alimentação, qual é a frequência dos banhos, quais produtos são utilizados nos banhos, se ele tem contato com outros animais, acesso à rua ou infestação por parasitas (como pulgas e carrapatos), se o proprietário também está se coçando, entre outros.

No exame físico o veterinário deve avaliar a saúde da pele, localização de lesões, assim como a presença de feridas. Algumas lesões são características de fungos, alguns locais acometidos são clássicos em casos de sarna, presença de pulgas pode causar dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), que desencadeia várias lesões em pele, por isso o exame físico é essencial e deve ser o mais completo possível.

Não menos importante que o exame físico, temos os exames complementares. Raspados de pele, citologias, biópsias e outros exames são amplamente utilizados para diagnosticar acometimentos de pele, uma vez que eles são muito parecidos à olho nu. Além disso, muitas são as bactérias oportunistas que acompanham lesões de pele, dificultando o diagnóstico e piorando quadros que seriam facilmente solucionados isoladamente. Por isso, lançar mão destes exames é imprescindível nas consultas dermatológicas!

Chegando a um diagnóstico preciso, é necessário muito conhecimento e bom senso para o tratamento. Nos dias de hoje se torna desnecessário o uso de produtos tóxicos (como acontece na sarna) ou arriscar-se ao erro no cálculo de dosagens, já que temos à nossa disposição excelentes farmácias de manipulação veterinária. Sem dúvida o primeiro passo é livrar o animal de ectoparasitas, usando a medicação de preferência do veterinário, sendo os “spots” de aplicação única uma excelente opção.

 Seguindo o controle de parasitas, a alimentação deve ser avaliada e ajustada, ainda que a causa de base já esteja esclarecida e não seja alimentar. De forma específica, trata-se então do problema de pele com medicamentos específicos. Temos uma gama de antibióticos, antiinflamatórios, shampoos, soluções, pomadas e outros medicamentos que respondem a determinados agentes de maneira acurada e controlada.
Vale lembrar que a alimentação do animal corresponde diretamente à saúde da sua pele. Salvo poucos casos de animais alérgicos, cães e gatos devem ter acesso apenas à ração, e ração de qualidade, preferencialmente específicas para seu porte físico, hábitos e tipo de pelo!


Postado por Drª Debora Soares - Médica Veterinária

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Equoterapia

A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.
A equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo,assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

Este tipo de terapia teve seu reconhecimento institucional, pelas seguintes instituições:
*Conselho Federal de Medicina (6 de abril de 1997)
*Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (27 de março de 2008)
*Secretaria de Educação do Distrito Federal

A Equoterapia possui algumas modalidades de terapia, que são:
*Hipoterapia
*Educação / Reeducação
*Pré-Esportivo
*Prática Esportiva Paraequestre

Praticante de Equoterapia é o termo utilizado para designar a pessoa com deficiência ou com necessidades especiais quando em atividade equoterápica. Nesta situação, o sujeito do processo participa de sua reabilitação, na medida em que interage com o cavalo. Gerando grande desenvolvimento e beneficios para o praticante.





Postado por Dr Mário Henrique Santelli - Médico Veterinário






quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Amigo Cão Guia

Esses tão simpáticos e responsáveis cães trazem com eles uma enorme função social e emocional para os deficientes visuais.
São eles que dão segurança para que os deficientes visuais se locomovam, dão equilibrio físico e emocional, auto-estima e, como todo cão, amizade e companhia incondicionais.
As raças mais utilizadas para essa linda função são: Pastor Alemão, Labrador e Golden. Porém, qualquer cão pode ser treinado e se tornar apto.
Os CÃO-GUIA não são como cães "normais". Para exercerem essa função eles passam por uma seleção genética e comportamental. Após a seleção, eles passam por um processo de socialização, entre os 3 meses a 1 ano de idade. Durante a socialização eles aprendem o convívio social, urinar e defecar em locais e horários pré-determinados, entre outras.
Um CÃO-GUIA está apto em 16 meses (podendo esse prazo estender-se até os 21 meses).
Após todo o treinamento, o cão estará apto a identificar o movimento do trânsito, pedestres, desviar de objetos e situações inesperadas (como buracos), localizar a saída e entrada de estabelecimentos, banheiros, escadas, etc.
Existem leis federais que permitem os deficientes visuais estarem com seu CÃO-GUIA em TODO e QUALQUER estabelecimento, incluindo mercados, hoteis e restaurantes.



Estabelecimentos que impeçam a entrada do cão são PUNIDOS perante a lei.

Ao encontrar um cachorro especial como esse, não devemos distraí-los (parece até chato, mas devemos ignorá-los para que não atrapalhemos seu trabalho); O cão estará sempre a esquerda do deficiente visual, portanto ao conversar com eles devemos sempre nos aproximar pelo lado direito.



Postado por Drª Desirée Schiffer Mariotti - Médica Veterinária





quarta-feira, 5 de junho de 2013

Eliminando o Carrapato

Hoje em dia é muito comum ver pessoas passeando com os seus cachorrinhos nas ruas e nos parques. Embora seja muito saudável esse hábito, é necessário ter cuidado, afinal, nesses passeios os cachorros ficam muito expostos a ação dos carrapatos.

Mas o que são carrapatos?
Carrapatos são parasitas externos, que se alimentam do sangue do hospedeiro (animais silvestres, domésticos e inclusive o homem). Podem ser encontrados tanto no ambiente quanto na superfície da pele dos animais.
Na hora de se alimentarem os carrapatos introduzem o seu aparelho sugador na pele e, durante horas, alimenta-se do sangue do hospedeiro. Após a alimentação, desprende-se voluntariamente e cai no solo para seguir o seu ciclo e, com isso, eles provocam lesões nas peles, causando reação alérgica. No caso dos bovinos, essas lesões podem até mesmo causar desvalorização do couro.
A ingestão de grande quantidade de sangue também pode causar anemia e um estado de fraqueza nos animais.
Os carrapatos também podem transmitir doenças causadas por protozoários, bactérias e vírus, no caso dos cães pode transmitir a Babesiose e a Erliquiose (não são zoonoses).
Outra doença que pode ser transmitida pelo carrapato é a Febre Maculosa (pode ser transmitida para o homem), que é causada por uma bactéria transmitida pelo “carrapato de cavalo” ou “carrapato estrela”.

E como combater o carrapato?
O carrapato não é um problema só do animal, mas sim do ambiente. Combate-lo é difícil, você pode eliminá-lo do cão facilmente com banhos carrapaticidas, porém, o inimigo que você não vê são os ovos e as larvas que ficam no ambiente e nele sobrevivem durante meses.
Um combate eficaz ao carrapato inclui:
No animal:
1.       Banhos carrapaticidas: quando a infestação é grande, repetir os banhos a cada 15 dias;
2.       Animais de pêlos longos devem ser tosados no verão;
3.       Produtos carrapaticidas de longa duração.

No ambiente:
1. Usar carrapaticidas: aplicar nos canis, casinha dos cães, repetir o tratamento a cada 15 dias;
2.  Em canis de alvenaria, o uso da “vassoura de fogo” é muito eficaz.
3. Mude de produto a cada 2 ou 3 aplicações, para que o carrapato não desenvolva resistência e o tratamento passe a ser ineficaz.

Importante:
1.       Filhotes, fêmeas gestantes e gatos não devem ser banhados com produtos carrapaticidas;
2.       CONSULTE O VETERINÁRIO antes de usar qualquer produto;
3.     Tomar cuidado para que o animal não lamba o produto durante o banho, a ingestão pode causar intoxicação grave;
4.       Animais com ferimentos abertos não devem ser tratados;
5.    Retire os animais do ambiente que irá receber o tratamento contra carrapatos até que o produto usado seque completamente.

 Obs: Não adianta tratar o animal e não tratar o ambiente onde ele vive, afinal, o carrapato só sobe no animal para se alimentar, pois todas as fases de vida dele ocorrem no ambiente.





 Postado por: Drª Mariana Goulart Manzan - Médica Veterinária